TRAVESSIA DO ABISMO

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Para quem deseja atravessar para o outro lado da melhoria das atividades ou operações da empresa laboratorial, é preciso “Atravessar o Abismo” que está formado e em pleno funcionamento entre “o que se tem hoje e o que precisaria de ter hoje”.

Não se esqueça que o modelo operacional das empresas laboratoriais tem ainda fortes e imensas ligações com aquele que se praticava em 1.950.

Este modelo tem por fundamento o “Trio Parada Dura” formado pelo código do exame, nome do exame e o preço do exame, revelando a presença da falta de componentes da Travessia do Abismo, como:

1 Competência profissional ou gerencial;

2 – Segurança do paciente e do funcionário;

3 – Garantia da qualidade analítica e assistencial;

4 – Tratamento das reclamações técnicas e operacionais;

5 – Tratamento dos erros “de” e “do” laboratório;

6 – Gerenciamento dos riscos laboratoriais;

7 – Desempenho do procedimentos e dos funcionários que os executam;

8 – Produtividade dos equipamentos, insumos ou reagentes;

9 – Tratamento das fontes de custos e de desperdícios; e

10 – Relacionamento com os pacientes e solicitantes dos exames.

Quando o Laboratório deseja, ou precisa, crescer ou diferenciar no mercado local ou regional, estas são as 10 Travessias do Abismo que lhe espera para que ocorram isoladamente ou não o aumento do número de pacientes, do número de exames e do faturamento.

Essas condições não podem e nem devem continuar sendo tratadas como marginais ou tratadas como a estratégia bélica da terra arrasada: destruição de recursos alimentos, infraestrutura ou de abrigo, em recuo, negando suprimentos ao inimigo invasor para desgastar o adversário pela fome e exaustão, sendo historicamente famosa na Rússia contra Napoleão e Hitler, causando imenso sofrimento civil e destruição.

A estagnação dos preços dos exames laboratoriais prestados ao SUS – Sistema Único de Saúde ou as operadoras de planos privados, é parte integrante da “Travessia do Abismo”.

Um reajuste de preço de exame não favorece ao Laboratório quando causa perda de competitividade, queda nas vendas ou desinteresse do paciente ou de convênios.

Isso ocorre quando o resultado do reajuste aplicado ao preço do exame não supera a inflação.

Entre as consequências disso estão: a falta de justificativa para as melhorias iniciais ou continuadas como as da competência, segurança ou da qualidade.

A cronificação da estagnação traz uma das consequências mais devastadoras: a perda da atividade fim e a substituição por alternativas que são principalmente ações de desespero empresarial para salvaguardar a esperança de dias melhores ou do não encerramento das atividades.

Sabendo que aproximadamente 33% das mulheres adultas em idade de procriação são portadoras de ADF – Anemia por deficiência de ferro, o exame do Hemograma não deveria ser solicitado isoladamente nessas pacientes, pois, isso impacta no retardo do início do tratamento e eleva, desnecessariamente o custeio da assistência à saúde.

O exame da Ferritina deveria ser obrigatório de ser realizado sempre que o resultado do exame da Hemoglobina do paciente estiver em conformidade com o disposto no PCDT – Protocolo Clínico, Diagnóstico e Terapêutico do Ministério da Saúde, como ação preventiva e favorecedora da satisfação e do bem-estar do paciente.

A remuneração ao Laboratório, condição da qual não se pode abrir mão, pode ser mudada do atual modelo, cada exame com o seu preço, para a condição do preço do exame para prestar a assistência de saúde ao paciente.

Sabendo dos números de pacientes incluídos no diagnóstico laboratorial como sendo portador de ADF, concluir o quanto será acrescido ao preço do exame do Hemograma é uma conta simples, fácil e justa de ser feita e praticada.

O diagnóstico laboratorial, presente e com ênfase científica nos diversos PCDT do Ministério da Saúde, revelam a presença de práticas profissionais que não estão atualmente sendo vistas, pois, o modelo vigente de “ECP – Exame, código e preço”, não contempla a valia e a relevância esperada deste componente laboratorial.

A prevalência clínica não produz efeito sobre o diagnóstico laboratorial, pois, não existe intercâmbio entre ambos e isso explica vários acontecimentos durante a assistência de saúde dos pacientes, como: se a Glicohemoglobina é um exame de verdadeiro valor na assistência do paciente diabético, e é, como todos sabemos, como se explica a insuficiência da realização do exame da Glicohemoglobina entre os pacientes em controle da diabetes?

Isso se aplica quando do diagnóstico da diabetes e a solicitação unicamente do exame da Glicose, não considerando a relevância e o impacto favorável que é na assistência a saúde dos pacientes o resultado do exame da Glicohemoglobina.

Assim, seguem as práticas do modelo ECP, com consequências que não contribuem para a satisfação da assistência de saúde e nem com o bem-estar dos pacientes.

O momento atual da assistência a saúde dos pacientes requer colapsar o modelo ECP e iniciar com as prática do novo modelo: “DL ECP – Diagnóstico Laboratorial, Exame – Código – Preço”.